O que é CNAE e por que importa
CNAE é a sigla para Classificação Nacional de Atividades Econômicas. É um código numérico que identifica exatamente o que você faz no seu negócio. Cada atividade econômica tem um código específico: barbeiro, manicure, eletricista, vendedor de roupas, motorista de frete — cada um tem o seu.
Por que isso importa para o MEI? Porque nem todo CNAE está liberado para o enquadramento como Microempreendedor Individual. O governo criou uma lista com as atividades permitidas, e se a sua não estiver nessa lista, você não pode ser MEI — ou vai perder o enquadramento se já for.
Além disso, o CNAE define qual imposto você paga dentro do DAS. Quem presta serviço paga ISS. Quem vende produtos paga ICMS. Quem faz os dois paga os dois. Se o CNAE estiver errado, o imposto também estará.
Quantas atividades o MEI pode ter
Hoje existem mais de 467 atividades permitidas para o MEI. Esse número cresceu bastante ao longo dos anos — quando o MEI foi criado em 2009, havia bem menos opções.
A boa notícia é que você pode registrar até 16 CNAEs ao mesmo tempo: 1 atividade principal e 15 atividades secundárias. Isso é útil para quem tem mais de uma frente de trabalho. Um fotograf pode ter, por exemplo, fotografia como atividade principal e edição de vídeos como secundária.
O importante é que todas as atividades que você exerce estejam registradas. Exercer uma atividade sem ter o CNAE correspondente é motivo para problemas com a Receita Federal, especialmente com o aumento do cruzamento de dados em 2026.
Dica prática: Se você presta diferentes tipos de serviço, verifique se todos têm CNAEs correspondentes na lista do MEI. É melhor ter os CNAEs registrados do que exercer atividade sem cobertura.
Atividades que não podem ser MEI
Algumas profissões são expressamente vedadas para o enquadramento como MEI. As principais categorias são:
Profissões regulamentadas que exigem diploma e registro em conselho:
- Médicos, dentistas e outros profissionais de saúde
- Advogados e outros operadores do direito
- Engenheiros, arquitetos e agrimensores
- Contadores e técnicos contábeis
- Psicólogos e fisioterapeutas
- Farmacêuticos
Outras atividades vedadas:
- Comércio e fabricação de armas e munições
- Fornecimento de mão de obra temporária (locação de trabalhadores)
- Intermediação financeira (corretoras, seguradoras)
- Atividades de posto de combustível
A lógica da proibição para profissões regulamentadas é que elas já têm um enquadramento próprio nos seus conselhos profissionais, e o MEI foi criado para informalizar atividades de menor complexidade regulatória.
Como consultar a lista atualizada
A lista oficial é pública e gratuita. Você pode consultar diretamente no Portal do Empreendedor, em gov.br/mei.
Na hora de abrir ou alterar o MEI, o próprio sistema só deixa selecionar os CNAEs que estão na lista permitida. Se a atividade não aparecer, significa que ela não está liberada para MEI.
Se você não tem certeza sobre qual CNAE usar para a sua atividade, pesquise pelo nome da profissão no sistema. Geralmente existem várias opções parecidas — escolha a que melhor descreve o que você faz na prática.
Base legal: Resolução CGSN 140/2018, Anexo XI.
Como alterar seu CNAE
Se você perceber que está exercendo uma atividade sem o CNAE correspondente, ou que registrou o CNAE errado, dá para corrigir de graça e online.
O processo é simples:
- Acesse o Portal do Empreendedor em gov.br/mei
- Entre com seu CPF e senha
- Selecione a opção de alterar dados do MEI
- Inclua ou remova os CNAEs conforme necessário
- Confirme a alteração
A mudança é imediata e você recebe um novo CCMEI (Certificado da Condição de Microempreendedor Individual) com os dados atualizados. Não precisa de contador nem de custo algum.
O Donu resolve isso pra você
Com o Donu, você emite notas fiscais com o CNAE correto e mantém o faturamento organizado por tipo de atividade. Quando chegar a hora da declaração anual, os dados já estão separados e prontos.
Conhecer planosComo o Donu ajuda
O Donu foi desenvolvido com o CNAE do MEI em mente. Na hora de emitir uma nota fiscal dentro do app, o sistema já utiliza as informações cadastradas no seu CNPJ — incluindo os CNAEs registrados.
Isso evita um erro comum: emitir nota com código de serviço errado, o que pode gerar devolução ou questionamento por parte do cliente ou da prefeitura. Com os dados corretos no sistema, a nota sai certa da primeira vez.