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Relatório mensal de receitas do MEI: como fazer e por que não pode ignorar

Você sabe que todo MEI é obrigado a ter um controle mensal das entradas? A boa notícia é que é simples. A má notícia é que a maioria não faz — e isso complica tudo na hora da declaração anual.

Neste artigo

  1. O que é o relatório mensal
  2. O que registrar
  3. Prazo de preenchimento
  4. Para que serve na prática
  5. Como o Donu ajuda

O que é o relatório mensal de receitas brutas

O Relatório Mensal de Receitas Brutas é uma obrigação legal do MEI. Está previsto na Lei Complementar 123/2006 e basicamente funciona como o controle interno do que você recebeu em cada mês.

Não é nenhum documento entregue ao governo mensalmente. É um registro que você mantém para si mesmo — mas que precisa existir quando a Receita Federal resolver bater na sua porta ou quando chegar a hora de fazer a declaração anual.

Importante: O relatório mensal não substitui a declaração anual (DASN-SIMEI). Os dois existem ao mesmo tempo. O mensal é o seu controle interno; o anual é o que você entrega para o governo.

A linguagem oficial chama de "Relatório Mensal de Receitas Brutas", mas você pode pensar simplesmente como: anotação de tudo que entrou no mês.

O que registrar no relatório

O MEI pode ter dois tipos de receita, e cada um precisa de um relatório separado:

Tipo de receita O que anotar
Venda de produtos Valor total vendido no mês, com ou sem nota fiscal
Prestação de serviços Valor total dos serviços realizados no mês

Para cada mês, você registra:

Vendas para pessoas físicas sem nota fiscal também entram. Tudo que você recebeu como MEI precisa estar lá.

Compras de insumos, mercadorias para revenda e materiais de uso na prestação de serviço também devem ser registradas, com as respectivas notas fiscais de compra anexadas ou arquivadas.

Atenção: Guardar as notas fiscais de compra junto com o relatório é obrigatório. Elas são a prova de que você adquiriu legitimamente o que vendeu. Guarde por pelo menos 5 anos.

Prazo de preenchimento

A lei não estabelece uma data fixa para preencher o relatório. A orientação geral é que ele esteja pronto até o dia 20 do mês seguinte ao período registrado.

Ou seja: o relatório de janeiro você fecha até 20 de fevereiro. O de fevereiro, até 20 de março. E assim por diante.

O formato é livre. Pode ser:

O que importa é que as informações estejam lá, organizadas, e que você consiga apresentar em caso de auditoria ou na hora de fazer a declaração anual.

Dica prática: Reserve 10 minutos todo dia 15 de cada mês para fechar o relatório do mês anterior. Fica como rotina e você nunca chega em maio sem saber o que faturou em janeiro.

Para que serve o relatório na prática

Parece burocracia inútil, mas o relatório resolve três problemas reais:

1. Facilita a declaração anual

A DASN-SIMEI (declaração anual do MEI) pede o faturamento bruto separado por tipo: comércio, indústria e serviços. Se você não tem o relatório mensal, vai precisar reconstituir tudo isso na memória — ou no extrato bancário — o que dá muito mais trabalho e margem para erro.

2. Controla o limite de faturamento

O MEI tem limite de R$81.000 por ano. Com o relatório em dia, você sabe em tempo real quanto já faturou e quanto ainda pode faturar. Sem isso, você descobre que estourou o limite quando a Receita te notifica — aí é tarde demais.

3. Serve como prova em caso de fiscalização

Com a Reforma Tributária de 2026, o cruzamento de dados ficou muito mais sofisticado. PIX, maquininhas, marketplaces e notas fiscais — tudo está conectado. Se a Receita Federal identificar uma inconsistência e te chamar para explicar, o relatório mensal é a sua defesa.

O Donu resolve isso pra você

No Donu, cada venda que você registra já vai automaticamente para o relatório mensal. No final do mês, está tudo pronto — separado por tipo de receita, com data, valor e número da nota quando tiver. Na hora da declaração anual, você só exporta e preenche.

Conhecer planos

Como o Donu ajuda com o relatório mensal

O Donu foi feito justamente para acabar com essa dor. Em vez de caderninho ou planilha, você registra cada venda no app em segundos — e o sistema organiza tudo automaticamente no formato correto.

O que você ganha com isso:

Não precisa ser contador para usar. É o tipo de controle que todo MEI deveria ter — mas que a maioria só tenta montar quando a situação já complicou.